
The Corporation, um documentário que vale a pena ser visto.
Qual é o maior tipo de entidade com o qual todos lidamos hoje?
Se você foi induzido pelo título e pensou: as empresas, então você acertou.
Este documentário, disponível em DVD, possuí várias entrevistas com críticos ferozes das corporações como Milton Friedman, Noam Chomsky, Nami Klein e Michal Moore. CEOs de várias empresas também participam do documentário e colocam seus paradigmas em contraposição aos demais depoimentos.
Baseado no livro de Joel Bakan, The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power, descreve a trajetória incrível de como as empresas passaram a ser consideradas "pessoas jurídicas" (e como isso as tornou "iguais" a pessoas de verdade) até uma curiosa análise do comportamento das empresas em geral. Se uma empresa parasse no psiquiatra seria considerada uma psicopata.
É um documentário muito interessante, e que todas as pessoas interessadas em compreender melhor o mundo no qual vivemos (e finalmente entender o que é globalização - de verdade). É quase uma aula de história do fim do século XX e início do século XXI.
Vale a pena ver.

3 comentários:
Renner, valeu pela contribuição!Essa foi interessante.
A questão da maximização do lucro é um ponto interessante. Mas um dos pontos que eu mais achei incrível é o fato de que em nome do "lucro" as corporações são exigidas por lei a zelar pelos interesses dos acionistas e não, necessariamente, da sociedade.
Em uma época onde "sustentabiliade" é uma palavra de ordem podemos dizer que considerar as externalidades é uma questão fundamental.
Curiosamente, a solução econômica (oferta/demanda) ótima considera que todos os custos estão internalizados (o que não é verdade) e por isso os agentes econômicos não podem decidir otimamente. Um exemplo de solução sub-ótima: a seleção de uma usina termo-elétrica ao invés de uma usina de geração eólica. O custo da tecnologia eólica inviabiliza sua implementação com muito mais facilidade do que a implementação de uma usina termoelétrica. O Kw/h é mais barato para a termoelétrica porque os custos com os impactos ambientais foram "externalizados", i.e., outros estão "pagando a conta". Assim, em nome do lucro, uma solução econômica sub-ótima é selecionada.
Acabei de ver o documentário. Muito interessante mesmo. Mas ainda assim em muitos dos casos eu sou a favor de privatizações, especialmente no Brasil onde empresa pública é sinônimo de ineficiência e corrupção. Quanto ao governo acho que deve restringir-se ao papel regulamentador, garantindo que a presença das corporaçoes traga benefícios sociais e atinja a sustentabilidade ecológica.
Não sou contra as privatizações.
Para estabelecer uma verdadeira economia de mercado o governo realmente deve ter apenas o papel de regulamentador.
A principal questão no entanto, é como desenvolver um mecanismo econômico eficiente para incluir as externalidades nas equações econômicas. Empresas, sejam públicas ou privadas, hoje não consideram adequadamente estas questões.
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