
Hoje recebi esta imagem de um amigo meu.
O que realmente preocupa é que na República Federativa do Brasi (ou simplesmente Brasil - só para os íntimos, tá?) a própria definição já esclarece: república é a definição de democracia representativa "onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que o elegeram". Para o pai da democracia, Aristóteles, esta só existiria na sua forma direta, isto é, onde o povo decide de forma direta cada assunto em particular - tipo um plebiscito para cada votação. Se bem que com a quantidade de férias e dias não trabalhados em Brasília isto até poderia ser viável no Brasil, eheheh. Imaginem só: ao invés de votar o aumento dos seus próprios salarios as únicas votassões fossem temas como a reforma da previdência ou a reforma tributária?
Ahhhh! Aí tem outro problema: quem escreveria o projeto de lei? Ihhh, não teríam muitos para escrever. Ou teria?
Em oposição à Democracia restam duas opções: a ditadura (já vimos onde isso leva, não?) e ao totalitarismo (ex.: nazismo e Estalinismo). Hummm... não são realmente opções... Existem outras ideologias políticas, mas não é o tema aqui.
A verdade que preocupa é a falta de fé no nosso sistema político.
Será por acaso que estamos presenciando dia-a-dia a desmoralização dos três poderes?
Por que será que o Executivo legisla, o Legislativo julga e o Judiciário executa?
Onde está o equilíbrio entre os poderes?
Por que pessoas como Eros Grau, ministro do STF, não acredita na justiça? Sem dúvida não é por falta de instrução.
Ainda resta um pouco de esperança em ver um Brasil melhor.
Mas o que podemos fazer a respeito? Onde podemos contribuir?

3 comentários:
A cada dia que passa, nossa democracia está dando mais espaço a um jogo político (jogo mesmo!) no qual o que conta são as alianças... a quantidade de representantes, vencer cada votação...
Por que escolhemos um representante para o congresso? Com certeza, todos temos a mesma resposta para esta pergunta... Para que ele faça por nós o que não podemos fazer individualmente no congresso (como inicialmente sonhou Aristóteles), defenda nossos interesses no legislativo. Mas de que adianta escolher um representante que tenha ideais parecidos com os seus, se na hora de votar uma lei o que manda mesmo é o jogo, os interesses políticos, as recomendações partidárias e nunca os interesses do povo...
Na verdade o voto muda, muda a cara de quem está lá, todo dia na televisão, nas notícias que deixam o povo indignado... mas as notícias são sempre AS MESMAS!
Cara, a sabedoria popular nunca deixa de me surpreender!
Ehehehehe, pois é.
Simples e direto.
Pena que, aparentemente, verdadeiro também.
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